Comunidade Linux: Armandino Soares

Continuamos com a série de conversas com elementos da comunidade Linux portuguesa, desta feita com Armandino Soares. Elemento atento e que já esteve ligado a projectos como o Lacios Linux.

Porquê Linux?

Deixa-me começar por perguntar, porquê Windows ou iOS?! Sem querer colocar numa balança as razões pelas quais, qualquer um de nós, usa um destes sistemas operativos, todas elas são válidas.

Uso Linux essencialmente pela liberdade na escolha de ambientes de trabalho, configurabilidade, segurança, beleza ,leveza e, como de tudo isto não bastasse, é livre, gratuito e funciona no meu pc da era jurássica.

Como surgiu o teu interesse no Linux e Software Livre?

Como sempre fui interessado por novas tecnologias e estive profissionalmente ligado a informática, o contacto com Linux surgiu daí. Ou nas feiras dedicadas a informática ou através dos cd’s distribuídos pelas revistas da especialidade onde traziam o Ubuntu, os quais experimentava através do instalador Wubi, que me permitia usar o Ubuntu Linux sem “estragar” o Windows.

Como defines a tua experiência com Linux e o Software Livre?

Tem sido bastante enriquecedora, é uma aprendizagem constante, preenche todas as minhas necessidades como utilizador “normal” e está ao alcance de qualquer “nabo” (como eu). Quero dizer com isto, que o Linux tem evoluído muito e é, hoje em dia, tão fácil de usar como qualquer outro sistema Windows, iOS, Android, etc.

Tens alguma distribuição Linux de eleição? E qual utilizas atualmente? Porquê?

De eleição é a Debian e/ou seus derivados (Ubuntu e Mint) pela estabilidade e leveza no consumo de recursos (PC jurássico). Atualmente estou a usar o Xubuntu 16.04.

Estás satisfeito com o rumo que o Linux e o software livre está a tomar? Porquê?

Sim, no geral, estou. Creio que com a evolução do Linux nos últimos anos, poderemos afirmar que é, cada vez mais, uma alternativa (gratuita) aos sistemas operativos proprietários ao nível do desktop.

Faz sentido falar em Linux em Portugal? Que opinião tens da comunidade portuguesa?

Faz todo o sentido, há por aí tanto utilizador que não faz a mínima ideia que existe uma alternativa aos sistemas operativos proprietários e não é nenhum “bicho papão”.

A comunidade portuguesa está muito aquém do que eu gostaria que estivesse. Isto é, a maioria da atividade que se vê é de “nabos” como eu e os entendidos (que os há e muitos) andam mais escondidos. Mas é de louvar todo o esforço dos que dão a cara, em português de Portugal, a divulgar, da melhor forma que sabem, o Linux.

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Debian. Ambiente de trabalho de Armandino Soares

Sobre Paulo Trindade

Apaixonado pelo Linux e open source. A primeira experiência foi com Red Hat foi algo traumática. Voltou anos depois com o Ubuntu 7.04 e nunca mais abandonou Linux. Foi editor do Linux Tugaz e criou o Terminal Aberto.

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