ArchLabs: O sabor Bunsenlabs com o poder Arch Linux

Desenvolvida por quatro adeptos do openbox e especialmente do conceito de Bunsenlabs (desde o tempo de Crunchbang) e Arch Linux, ARCHLabs representa o cruzamento entre os dois mundos. Esta distribuição viu agora ser lançada a sua versão ARCHLabs+3, estando o  download (apenas de 64 bits) disponível via Sourceforge.

A instalação da distribuição sai facilitada pela possibilidade de utilizar o instalador gráfico Calamares, o que torna a sua instalação mais apelativa para utilizadores menos avançados. Outro ponto positivo é a opção pelo LightDM como gestor de inicio de sessão.

Após iniciar a sessão, o utilizador é levado para um ambiente de trabalho que é muito familiar a quem utilizou o Bunsenlabs. Tint2 como painel e conky com informações de sistema e atalhos e vários scripts com pré-configurações de Tint2, conky e a possibilidade de outras configurações. Além disso, como é habitual em sistemas com openbox, temos um sistema poupado em uso de recursos.

Inicialmente o sistema vem com um bug que não permite a autenticação do utilizador no Pamac, impossibilitando a actualização do sistema e instalação de software. Contudo já existe uma solução para esse bug, bastando editar o ficheiro autostart que se encontra na pasta .config/openbox/ dentro da sua pasta pessoal (deve colocar como visível os ficheiros ocultos). Nesse ficheiro deve selecionar o seguinte texto:

  • /usr/lib/policykit-1-gnome/polkit-gnome-authentication-agent-1 &

Substituir pelo texto seguinte e gravar:

  • /usr/lib/polkit-gnome/polkit-gnome-authentication-agent-1 &

Depois disto deve reiniciar o sistema.

Da pequena experiência que tive com o sistema, pareceu-me muito fluido e sem qualquer problema (à excepção do bug referido). Quem gosta de sistemas com openbox e de Arch Linux deve “se sentir em casa” com esta distribuição.

ArchLabs: Site oficial / Download / Forum / Comunidade G+

Menu do ARCHLabs.

Sobre Paulo Trindade

Apaixonado pelo Linux e open source. A primeira experiência foi com Red Hat foi algo traumática. Voltou anos depois com o Ubuntu 7.04 e nunca mais abandonou Linux. Foi editor do Linux Tugaz e criou o Terminal Aberto.

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