AçorOS: Entrevista com Manuel Rosa

Desenvolvido por Manuel Rosa, o AçorOS é um remaster Debian criado para facilitar a entrada do utilizador Linux menos experiente no mundo Debian. A distribuição visa mesmo contribuir para tornar a utilização do Debian mais acessível e de facto cumpre o que promete.

Disponível em 3 versões, referentes aos ambientes gráficos MATE, XFCE e Cinnamon, o AçorOS é uma distribuição fácil, rápida e bastante estável. Ou não tivéssemos perante uma distribuição com base no Debian Stable.

Podem conhecer melhor a distribuição, através dos vídeos do canal Linux é top, dos quais selecionamos um.

Com o intuito de procurar conhecer melhor o projecto, entramos em contacto com Manuel Rosa que afavelmente nos concedeu algumas palavras. O resultado é o que se segue.

Olá Manuel. Lançaste recentemente a versão 1.0 da tua distribuição Linux Açor Os. O que te levou a criar uma nova distribuição Linux, uma vez que já existe tanta oferta?

Olá Paulo. Tudo nasceu da vontade de partilhar o conhecimento adquirido durante anos e ajudar de algum modo a divulgação do Linux em Portugal. Também porque eu acho que em Portugal existe a necessidade de algo novo por isso criei o AçorOS uma distro feita para ser fácil de usar tanto para o utilizador iniciante como para o mais experiente

Que palavras usarias para convencer as pessoas que usam outras distribuições Linux ou outros sistemas para optarem pelo AçorOS?

Estável, responsivo, bonito,com uma grande seleção de software disponível a distancia de um clique e acima de tudo, é feito em Portugal.

Porquê é que optaste pela base Debian?

Por duas razões. Primeiro porque gosto muito do Debian e depois pela sua estabilidade

Optaste por lançar a tua distribuição em 3 diferentes versões e com 3 ambientes virtuais diferentes. Não teria sido mais proveitoso te focares num só ambiente de trabalho? Porquê optaste por essas 3 versões?

Porque gosto muito do Xfce, do Cinnamon e do MATE e acho que assim o AçorOS poderá chegar a um número mais alargado de utilizadores

Linux faz cada vez mais sentido em desktop?

Sem duvida. A evolução tem sido enorme a cada vez mais é uma alternativa aos sistemas proprietários
tanto pela facilidade de uso como pela grande evolução dos softwares disponíveis que são cada vez mais uma opção valida em comparação com os softwares proprietários. Também há uma grande evolução em termos de jogos, que vem tornando o Linux uma opção viável para gamers.

Por isso é um sistema operativo que satisfaz todas as necessidades do utilizador quer para navegar na internet, trabalho, lazer, etc.

Qual o teu balanço do ano de 2016 em termos de Linux e software livre?

Eu acho que o ano de 2016 foi um ano muito positivo tanto pelo lançamento de excelentes distros como pelo nascimento de vários projetos em Portugal nomeadamente o FC2Linux e o Linux é top que vieram trazer uma lufada de ar fresco na comunidade Linux portuguesa. Sem esquecer os projectos já existentes que são de grande valor.

Sendo tu um homem do Debian, como vês os novos sistema de gestão de software como o Snap e o Flatpak?

Acho muito bem que esteja a ser feito um esforço pela uniformização dos pacotes no Linux. O que trará uma maior facilidade na gestão de pacotes entre distribuições.

Como vês a comunidade Linux portuguesa actual?

A comunidade Linux portuguesa actual está bem e cada vez mais ativa mas eu acho que ainda pode
ser mais, comparando com outros países nomeadamente a brasileira que é muito ativa e dispõe de varias distros para diversos fins e grandes comunidades, fóruns, etc.

E porque não novas distros em Portugal?

Depois do 1.2 já disponibilizaste a versão alfa do 1.2 do Açor OS. Que planos tens para o futuro da distribuição?

Para já vou ficar pelo AçorOS 2.0. Vou continuar a desenvolver e a melhorar as versões existentes.
Quando sair a nova versão Stable do Debian voltarei a lançar novas versões do AçorOS.

Entretanto podem nos acompanhar pelo fórum e Facebook. Vou também tentar criar uma pagina web.

Sobre Paulo Trindade

Apaixonado pelo Linux e open source. A primeira experiência foi com Red Hat foi algo traumática. Voltou anos depois com o Ubuntu 7.04 e nunca mais abandonou Linux.

Foi editor do Linux Tugaz e criou o Terminal Aberto.

3 comentários

  1. não conhecia a distro muito bom de ver um projeto tuga :]

  2. Vale a pena então testar? Ora deixa tirar o pó ao PC de testes…

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